Acredito em fadas, gnomos, gênios, sacis, reinos encantados, mundos paralelos e na responsabilidade da palavra.
Por reconhecer o poder que a palavra exerce sobre nós, tenho como critério a qualidade do conteúdo na escolha dos livros que comento. Faço um trabalho de garimpo, recolhendo pedras preciosas que identifico com meu olhar atento. Este é um trabalho independente, não mantenho vínculo de divulgação com editoras, livrarias ou escritores. Os livros indicados são adquiridos por mim e fazem parte do meu acervo pessoal, que compartilho.
Sejam bem-vindos!


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71 livros comentados, desde 2010

31 outubro 2015

Tic Tic Tati

Estou para encontrar algo mais lindo que este CD, com textos de Tatiana Belinky, música de Hélio Ziskind e voz de Fortuna!
Sou capaz de ficar uma tarde inteira ouvindo e viajando com os textos e poemas musicados de Tatiana. Com a voz de Fortuna, forte e suave, e a genialidade de Hélio traduzindo os sons e ritmos das palavras de Tati ( como seus amigos a chamavam ) é de encantar qualquer um, crianças ou aqueles que já passaram dos 58 como eu!
É uma obra que levou 3 anos para ficar pronta, mas valeu! É linda, delicada, bem humorada, e inspiradora.
Com projeto gráfico de Suli Kabiljo, ilustrações de Suppa, fotos de Nilton Silva e Edi Figueiredo e músicos de primeira.
Você vai ouvir: "O Caso do Bolinho", "Boa Ação", "Meu Gatinho", "Não Chorei", "O Grande Rabanete", "Coro das Bruxas", "Cantiga Famélica", "Dez Sacizinhos", "Limeriques do Bipede Apaixonado" e "A Operação do Tio Onofre", poemas e textos de Tatiana Belinky. Também ouvirá na voz de Fortuna, "O Vira", de João Ricardo e Luhli e "Lindo Balão Azul" de Guilherme Arantes. Hélio Ziskind compõe as duas últimas faixas, "Tic Tati" e "Na Roda da Fortuna"( um bom trocadilho!)
O selo é SESC, por isso pode ser encontrado em qualquer unidade SESC.
Acreditem em mim, é imperdível!






29 outubro 2015

Caixinha de Risos e Rimas


"- Sabe o que é um esqueleto,
    Epaminondas Prudente?
 - Claro que eu sei, professor:
    São os ossos sem a gente."
 

Este é um dos poemas  de Cláudio Feldman, são 25 ao todo.
Rimas engraçadas para crianças e adultos se divertirem. As ilustrações de Perkins fazem composição com o bom humor dos textos.
Conheça a Caixinha de Risos e Rimas e encontre leveza ao brincar rimando.

Contato com o autor: claudiofeldman@uol.com.br
 
E se o cágado falasse?

Eu e Cláudio Feldman

 

11 outubro 2015

Flávia e o Bolo de Chocolate

Este é um livro recém lançado de Miriam Leitão em parceria com a ilustradora Bruna Assis Brasil.
A narrativa traz à reflexão o preconceito racial. Conta a história de Rita, uma mulher que deseja muito ser mãe, mas não consegue e por isso resolve adotar uma criança, que é a Flávia uma menina negra. Rita se mostra uma mãe bastante cuidadosa e de uma certa forma protege a criança contra o preconceito com seu carinho. Tudo caminha bem, Flávia cresce saudável, até que um dia a mãe a vê triste por perceber que existem coisas parecidas e outras diferentes e enxerga que não é muito parecida com a mãe e desabafa dizendo a ela que não quer ser marrom, mas branca como a mãe. Rita com toda sua delicadeza começa então proibir à   menina tudo o que é marrom e que ela gosta: bolo de chocolate, sorvete de chocolate, brigadeiro. Mostra-lhe que seu cachorro de estimação também é marrom e a faz entender que existem diferenças entre as pessoas, mas todas são iguais por serem pessoas e que nada é bom ou ruim, mas cada um tem suas características! A menina se convence, mas insiste em perguntar por que ela é marrom e a mãe branca?

A meu ver a questão do preconceito racial é muito bem conduzida, no entanto o assunto sobre a adoção não é explorado e se o fosse enriqueceria a narrativa, mesmo porque o questionamento principal de Flavia é sobre a diferença de cor entre ela e a mãe, o que dá plena abertura para isto, mas a questão não é respondida em momento algum, tornando, na minha opinião, a obra incompleta. Fica por isso ao leitor e narrador a incumbência de levantarem esta questão tão interessante, pois na verdade não existe diferença entre mãe de coração e mãe de barriga. Todas são mães de coração.  Biológicas ou não, todas são mães! E deixar claro para uma criança que ela é adotiva é um direito que ela tem e não desmerece a relação, mas lhe conta uma verdade sobre sua história.

06 setembro 2015

Chapeuzinho Amarelo



Este é um livro acima de tudo inteligente. Faz uma análise profunda e divertida a respeito do medo. A dupla Chico Buarque e Ziraldo, juntando palavras e imagens criam uma obra incrível! No começo a menina tem medo de tudo, mas de tudo mesmo. De tanto pensar no medo lhe deu uma forma de lobo e não é que ele aparece pra ela? E não é que ela o enfrenta? A partir deste momento o medo começa a diminuir, mesmo que o lobo tente assustá-la novamente, a menina resiste e assim brincando com as palavras Chico Buarque vai mostrando o enfraquecimento do medo. O lobo vira bolo e Ziraldo, com sua maestria traduz em imagens. No final bruxa vira xabru, dragão vira gãodra, coruja vira jacoru e assim por diante.
A inteligência da narrativa está no exemplo de superação de maneira bela e poética. A dupla Chico e Ziraldo é aqui impecável.


12 março 2015

As Fabulosas Fábulas de Iauretê


Num fim de tarde chuvoso e frio como está agora, nada melhor que escrever sobre um livro novo. Novo pra mim, acabo de descobri-lo e será mais um integrante da minha biblioteca aqui em casa. Como gosto de compartilhar o que considero bom, aqui está ele! É um livro maravilhoso pra quem gosta de papos profundos sobre a vida. A narrativa nos traz a história de uma onça, chamada Iauretê. É uma onça-rei e que por magia de Tupã, de noite vira gente e de dia bicho, uma onça pintada. A história é contada em várias histórias, que são as fábulas, de um jeito bem interessante. Tudo acontece numa sequência analógica, orgânica. As histórias/fábulas vão surgindo como se fossem tecidas ou formando uma bela trança. Cada uma tem começo meio e fim, parece  não ter relação uma com a outra, mas no final se percebe que formam uma sequência a contar uma história só, assim surgem  as aventuras da onça/gente, que se casa com uma bela indiazinha chamada Kamakuã. Desta união nascem Juruá, que tornou-se um excelente caçador e Iauretê-mirim, um grande canoeiro.
O livro tem inicio com a onça/gente caindo em uma armadilha e vendo-se prestes a morrer pelos caçadores, passa a ter lembranças de sua vida inteira e desta forma o leitor mergulha nestas lembranças e a história é tecida. Tudo é muito intenso, belo e de grande sabedoria. Transcrevo algumas frases, só pra lhe dar uma ideia da riqueza do conteúdo: "- Calma! - Ouviu o silêncio de Tupã dizer. - Quando se está no buraco, a única coisa que não ajuda é o desespero."; "Quando você se contraria e faz coisas que não são da sua natureza, você deixa de se amar."; "Justiça não é fácil! Além disso, como tudo tem uma raiz, a verdadeira justiça busca a raiz de onde nasceu a injustiça." Não são belos e profundos estes trechos? Assim é  o livro inteiro!

 Estas fábulas indigenas são trazidas por Kaká Werá Jecupé, índio de origem tapuia, escritor, ambientalista, conferencista; fundador do Instituto Arapoty, organização voltada para a difusão dos valores sagrados e éticos da cultura indígena. As ilustrações são desenhos de sua filha Sawara, quando tinha 11 anos.


Este é um belo livro, indispensável para uma boa biblioteca.
Aceitem esta aventura e mergulhem na história de Iauretê, a onça/gente,  sua bela família, meio gente, meio onça e aprendam com a sábia cultura indígena, que conhecemos muito pouco, se quase nada.






*Pode ouvir um dos contos do livro narrado por mim, através do link:
https://soundcloud.com/ala-voloshyn/o-paje-alavoloshyn

13 fevereiro 2015

A Contagem dos Sacis

Quanto vale uma palavra? Quanto vale a sua palavra? Vale muito!
Existem acordos feitos através de contratos no papel, com assinatura e tudo, mas também existem acordos verbais, onde a palavra dada tem valor de contrato assinado. Até mais, pois o que está em questão é a confiança, que quando ferida nem sempre pode ser recuperada.
Este é o tema principal deste livro escrito por Monteiro Lobato, que com sua narrativa simples e agradável traz para o leitor a reflexão sobre o valor da palavra, que no caso é de um saci.
Tudo se passa numa festa anual, onde os sacis se encontram e o chefe do bando faz a contagem para ver se não falta nenhum e por isso Pedrinho concorda em soltar um saci da garrafa, para participar da contagem. No final, Monteiro Lobato dá sua lição ética através da atitude do saci, que não vou contar para não estragar a surpresa!
Esta edição leva a ilustração de Gonzalo Cárcamo, que através de sua linda aquarela enriquece primorosamente o livro.



29 janeiro 2015

One Love

 
"É fácil e verdadeiro, mas parece a coisa mais difícil de se fazer. Desde o início humilde na Jamaica,  o que meus pais incutiram em nós sempre foi, e ainda é, o amor." É o que diz Cedella Marley, filha mais velha de Bob Marley. Ela escreve o livro, que na verdade é a transcrição da canção, One Love.
Um livro poético e terno, pois o tema principal é o amor entre as pessoas e a natureza. O amor está em tudo e a proposta é fazê-lo acontecer na harmonia das relações.
As belas ilustrações de Vanessa Brantley-Newton tornam a composição perfeita.

 
 
 Ouça também a canção e entre no clima da alegria e amor de Bob Marley
 
 



Um pouco de mim

Minha foto
Brasileira, nascida em São Paulo em agosto de 1956. SRC, formada em psicologia, blogueira, escritora, taróloga, artesã, membro da Academia Popular de Letras (Movimento Literário da Biblioteca Municipal Paul Harris de São Caetano do Sul). Mantive, de 2006 a 2014 coluna sobre Tarô no jornal, "Mais Notícias" e na revista "Mais Conteúdo" ambos de Ribeirão Pires. Por mais de 4 anos escrevi para o "Jornal Paulistano" da Zona Leste de São Paulo, e Jornal "Giro Rápido". Colaborei no jornal "abc Mulher" de São Bernardo do Campo. Sou articulista do jornal "Enfim", de São Caetano do Sul, desde 2009. Autora do livro infanto-juvenil "Pimenta do Reino", lançado em 2008. Participei da Antologia "de Maria a José", lançado em 2012. Em 2004 produzi e apresentei o programa "Abra a Cabeça", via internet, na It's TV. Participo de programas de Rádio e TV em entrevistas desde 1993. Realizo contação de histórias e palestras em escolas, empresas e residências. Desde abril/2017 atuo como voluntária contando histórias para população que apresenta deficiência múltipla, síndromes raras (AME) e surdocegueira na ADEFAV - centro de recursos em deficiência múltipla, surdocegueira e deficiência visual.