Acredito em fadas, gnomos, gênios, sacis, reinos encantados, mundos paralelos e na responsabilidade da palavra.
Por reconhecer o poder que a palavra exerce sobre nós, tenho como critério a qualidade do conteúdo na escolha dos livros que comento. Faço um trabalho de garimpo, recolhendo pedras preciosas que identifico com meu olhar atento. Este é um trabalho independente, não mantenho vínculo de divulgação com editoras, livrarias ou escritores. Os livros indicados são adquiridos por mim e fazem parte do meu acervo pessoal, que compartilho.
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15 junho 2016

Dunas de Água


"As palavras se diluem no ar e Zohra mergulha num sono profundo. Sonha com o pai e outros tuaregues jogando as redes nas águas do mar. Depois, eles as recolhem cheias de peixes e estrelas. Guardam os peixes nas cestas e jogam as estrelas para o alto, uma por uma, e elas vão se pendurando no céu." Não é lindo o texto? É um pequeno trecho deste livro, que é encantador desde a primeira página até a última. A narrativa e as belas ilustrações compõem esta obra que fala de uma menina tuaregue chamada Zohra. Ela ajuda sua mãe nas tarefas, conhece bem o calor e a areia do deserto que constrói as dunas, imagem constante para a menina delicada, mas muito esforçada. Numa tarde, pela primeira vez, a menina toma chá com a mãe, os avós, sua amiga Tinedla e suas tias. Enquanto a avó conta uma história antiga quando o deserto era um imenso mar azul, onde o vento formava grandes dunas de água, Zhora no embalo das palavras adormece e sonha. O mar toma conta de sua mente e a menina, encantada, vê seu pai tornar-se um pescador em cenas de peixes e estrelas. Quando é acordada pela mãe, deseja conhecer o mar com o pai. Zhora vive entre dois mundos: o que conhece e o que deseja conhecer. Quando o pai volta com a caravana que foi buscar sal, traz para a filha uma linda concha. É através dela que a menina ouve o som do mar quando a aproxima do ouvido e deseja mais ainda vê-lo. Seu pai lhe promete que quando completar treze anos a levará consigo em caravana para conhecer o mar. E assim, ela espera chegar o dia de sentir a água salgada, ver as estrelas e os peixes que vivem em seu sonho. O texto é de Javier Sobrino, espanhol, nascido em 1960. Professor e escritor de educação infantil. As belas ilustrações são de Alfonso Ruano, também espanhol, nascido em 1949. Mergulhem no sonho de Zhora e se encantem com este poema em forma de livro.

Um pouco de mim

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Brasileira, nascida em São Paulo em agosto de 1956. SRC, formada em psicologia, blogueira, escritora, taróloga, artesã, membro da Academia Popular de Letras (Movimento Literário da Biblioteca Municipal Paul Harris de São Caetano do Sul). Mantive, de 2006 a 2014 coluna sobre Tarô no jornal, "Mais Notícias" e na revista "Mais Conteúdo" ambos de Ribeirão Pires. Por mais de 4 anos escrevi para o "Jornal Paulistano" da Zona Leste de São Paulo, e Jornal "Giro Rápido". Colaborei no jornal "abc Mulher" de São Bernardo do Campo. Sou articulista do jornal "Enfim", de São Caetano do Sul, desde 2009. Autora do livro infanto-juvenil "Pimenta do Reino", lançado em 2008. Participei da Antologia "de Maria a José", lançado em 2012. Em 2004 produzi e apresentei o programa "Abra a Cabeça", via internet, na It's TV. Participo de programas de Rádio e TV em entrevistas desde 1993. Realizo contação de histórias e palestras em escolas, empresas e residências. Desde abril/2017 atuo como voluntária contando histórias para população que apresenta deficiência múltipla, síndromes raras (AME) e surdocegueira na ADEFAV - centro de recursos em deficiência múltipla, surdocegueira e deficiência visual.