Acredito em fadas, gnomos, gênios, sacis, reinos encantados, mundos paralelos e na responsabilidade da palavra.
Por reconhecer o poder que a palavra exerce sobre nós, tenho como critério a qualidade do conteúdo na escolha dos livros que comento. Faço um trabalho de garimpo, recolhendo pedras preciosas que identifico com meu olhar atento. Este é um trabalho independente, não mantenho vínculo de divulgação com editoras, livrarias ou escritores. Os livros indicados são adquiridos por mim e fazem parte do meu acervo pessoal, que compartilho.
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15 junho 2014

"Te Conto o que me Contaram: Contos da América Latina"

Alunos do ensino fundamental da Escola Villare de São Caetano do Sul, estiveram na Biblioteca Municipal Paul Harris, para o lançamento do livro "Te conto o que me contaram: contos da América Latina", no sábado, dia 14 de Junho. Esta é uma produção literária realizada pelos terceiros anos, A, B, C, D e E sob orientação das professoras Luize, Silvia, Juliana, Élita e Gisele, respectivamente, com participação das professoras de arte Natália e Lígia e da coordenadora pedagógica Helena Verderamis Sellani, junto com a vice-diretora Ligia Colonhesi Berenguel.
 
Entrada da Biblioteca Paul Harris com a exposição de arte dos alunos.


Exposição dos trabalhos de arte com o tema América Latina.


Ana Maria Guimarães Rocha, diretora da Biblioteca Paul Harris


Alunos no jogral contando "A Raposa e os Peixes"

Alunos e seus pais no momento dos autógrafos.


Ligia Colonhesi Berenguel, Ala Voloshyn, Ana Maria Guimarães Rocha e Helena Verderamis Sellani
 
Em 2013, tive a grata satisfação de realizar uma contação de história com os terceiros anos do ensino fundamental da época, da Escola Villare, na Biblioteca Paul Harris, em São Caetano do Sul, com os livros "Pimenta do Reino" de minha autoria e o "Espirro do Vulcão" de Tatiana Belinky, e por isso agora fui convidada a participar deste lindo evento.
As crianças estavam lá para apresentação de jograis e autógrafos, com a presença amorosa de seus pais. Eu e Ana Maria Guimarães Rocha, diretora da Biblioteca, pudemos falar o que nos passava pelo coração diante de tanta alegria, por um trabalho concluído com esforço e dedicação de todos os envolvidos.
Diante de tanto estímulo é impossível não se perguntar o que torna alguém um escritor? No meu entender, o fundamental, é a vontade de compartilhar suas ideias e tocar outros seres humanos. Como seu leitor o entenderá, já não é de sua alçada, pois a liberdade de reflexão não deve ser impedida. O escritor lança sementes de ideias ao vento, que em solos férteis germinarão outras ideias e assim é interminável seu ofício de tocar, de contribuir. Não é tarefa simples escrever, tem sua responsabilidade e é árdua quando existe o desejo de ser compreendido, mas apaixonante pelo seu poder de multiplicação.
Olhando aquelas crianças com brilho nos olhos, percebi o quanto gosto do ambiente de uma biblioteca, livros, troca de ideias, leitores e escritores. Deus, eu adoro isto! E percebo, que precisamos da experiência para termos consciência do que nos faz gosto, do que nos toca a alma e assim fica claro para mim como é importante para estas crianças escrever um livro e saber o que isto significa para elas.
Crianças, minhas queridas crianças, pequenos escritores, o que lhes poderia dizer bem do fundo do meu coração? Muitas coisas passam pela minha cabeça, mas tenho que escolher o que me parece mais importante, então lhes digo, sejam verdadeiras, sejam fiéis aos seus melhores propósitos, trabalhem insistentemente em suas criações, sejam elas de que natureza for, e conseguirão manifestar o que lhes vai na alma e crescerão por isso. Saberão desta forma, contribuir para que outros também se aperfeiçoem. Benditos seus pais que os apoiam, pois esta atitude lhes dá aconchego e forças para prosseguir. Encontrarão obstáculos, mas não esmoreçam, pois esta vida é plena de contrastastes e isto não é ruim, mas nos estimula a melhorar.
Pais, o que lhes poderia dizer? Continuem próximos aos seus filhos e jamais esqueçam que leitores surgem do gosto pelos livros, mas gostar não basta, é preciso desenvolver o hábito de ler e um hábito se instala pela repetição, por isso a leitura precisa ser estimulada primeiro no lar para que tenha continuidade na escola. Somente juntos conseguiremos educar estas crianças de potencial grande e belo.
Parabéns à Escola Villare e sua equipe de educadores! Parabéns às crianças! Parabéns aos pais! Parabéns à Biblioteca Paul Harris! E que venham outros livros assim como o "Te conto o que me contaram: Contos da América Latina"! Que assim seja!
 
 


Um pouco de mim

Minha foto
Brasileira, nascida em São Paulo em agosto de 1956. SRC, formada em psicologia, blogueira, escritora, taróloga, artesã, membro da Academia Popular de Letras (Movimento Literário da Biblioteca Municipal Paul Harris de São Caetano do Sul). Mantive, de 2006 a 2014 coluna sobre Tarô no jornal, "Mais Notícias" e na revista "Mais Conteúdo" ambos de Ribeirão Pires. Por mais de 4 anos escrevi para o "Jornal Paulistano" da Zona Leste de São Paulo, e Jornal "Giro Rápido". Colaborei no jornal "abc Mulher" de São Bernardo do Campo. Sou articulista do jornal "Enfim", de São Caetano do Sul, desde 2009. Autora do livro infanto-juvenil "Pimenta do Reino", lançado em 2008. Participei da Antologia "de Maria a José", lançado em 2012. Em 2004 produzi e apresentei o programa "Abra a Cabeça", via internet, na It's TV. Participo de programas de Rádio e TV em entrevistas desde 1993. Realizo contação de histórias e palestras em escolas, empresas e residências. Desde abril/2017 atuo como voluntária contando histórias para população que apresenta deficiência múltipla, síndromes raras (AME) e surdocegueira na ADEFAV - centro de recursos em deficiência múltipla, surdocegueira e deficiência visual.