Projeto Independente

Acredito em fadas, gnomos, gênios, sacis, reinos encantados, mundos paralelos e na responsabilidade da palavra.
Por reconhecer o poder que ela exerce sobre nós, tenho como critério a qualidade do conteúdo na escolha dos livros que recomendo. Realizo uma curadoria de Literatura Infantil, busco material que possa contribuir para o aprimoramento humano.
Desde 2010 faço um trabalho de garimpo, recolhendo "pedras preciosas" que identifico com meu olhar atento.
Por ser um projeto independente, não mantenho vínculo de divulgação com editoras, livrarias ou escritores. Os livros compartilhados são adquiridos por mim e fazem parte do meu acervo particular.
Sejam bem-vindos!

22 julho 2021

Minha Querida Assombração


Paulo, um sociólogo, que trabalha num instituto de pesquisa, tira férias e leva seus quatro filhos para passarem uma semana numa fazenda antiga do interior. 
Como ele havia enviuvado cedo, era um pai dedicado e sabia que para as crianças seria uma aventura estar numa fazenda antiga preservada como era nos velhos tempos.
Lá eles viveram momentos muito agradáveis, sem que lhes faltassem histórias de suspense, mistérios da tradição caipira contadas por dona Santa, a proprietária da fazenda e anfitriã. Paulo e as crianças ouviam as histórias sempre antes de irem para cama, cada noite era uma história diferente, mas todas de meter medo, principalmente de assombração.   
O autor, Reginaldo Prandi, é paulista de Potirendaba, professor de sociologia na Universidade de São Paulo e escritor. Tem vários livros publicados, como Mitologia dos Orixás, Jogo de Escolhas, Os Príncipes do Destino, entre outros. 
Prandi, quando era criança ouvia histórias contadas  pela sua avó paterna, e sua tia-avó Rosa. Eram eximias contadoras de histórias de meter medo!
O autor diz que as histórias deste livro eram muito conhecidas no interior de São Paulo e em muitas outras partes do Brasil. Algumas também foram registradas em Portugal, Itália, Espanha e outros países com que compartilhamos nossas tradições. Para quem se interessa pela cultura caipira paulista, ele sugere o livro Conversas ao Pé do Fogo, de Cornélio Pires, publicado em São Paulo, pela Editora Piratininga, em 1921.
Neste livro, Reginaldo Prandi, reuniu histórias que fazem parte do patrimônio cultural da região onde nasceu. Ele defende a ideia de que "quem não prova do medo não aprende a arte da coragem". E penso que ele tem razão, para fortalecermos nossa coragem, aprender a enfrentar o medo, pode ser um meio bastante eficaz. Só um cuidado deve ser tomado: o de não se deixar dominar pelo medo, quando enaltecido pela imaginação.
Gosto da abordagem de Prandi, sua narrativa é bastante agradável e bem estruturada e sempre faz comentários muito ricos, pois, sendo sociólogo, faz análises muito interessantes sobre o tema que escreve, dando margem a uma compreensão maior do enredo e suas causas, onde neste livro, se fazem através do personagem Paulo, que por exemplo, num determinado trecho da história A Noiva da Figueira diz; "... as histórias que o povo conta, mesmo as que falam de assombração, costumam aprovar ou criticar certos comportamentos e modos de pensar."
As ilustrações são de Rodrigo Rosa, que nasceu em Porto Alegre. Formado em jornalismo pela PUC/RS, é designer gráfico, ilustrador e cartunista. Fez ilustrações para publicidade, recebeu diversos prêmios em salão de humor nacionais e internacionais.
Este é um livro bastante rico na tradição caipira, com histórias de medo, suspense, mistério e que tem um desfecho surpreendente. Imperdível!


13 maio 2021

Omo-Oba, histórias de princesas


Omo-Oba traz histórias de princesas, contadas e recontadas pelo povo iorubano, e afro-brasileiro. 
Kiusam, autora do texto, diz que "todas as histórias antigas, quando infinitamente recontadas, podem ser interpretadas de diferentes formas, porque, ao recontá-las, cada pessoa reforça o conhecimento de que mais necessita" e neste livro ela reforça características, que acredita, possam incentivar meninas de todos os tempos a se conscientizarem de seus potenciais.
Encontramos aqui as histórias míticas de seis princesas. Oiá, que tinha como atributos a beleza, a graça, a rapidez, a genialidade, determinação, espírito guerreiro e um conhecimento que ninguém mais possuía: era capaz de se transformar em animais, dentre eles, o búfalo, aquele que ela mais gostava. Oxum, que trazia os atributos da beleza, vaidade, atrevimento, determinação também e maternidade. Iemanjá, a Rainha do Mar, exibia beleza, a maternidade, tranquilidade, equilíbrio e determinação. Olocum, menina linda, porém triste e misteriosa, tinha atributos como a introspecção, a contemplação, a timidez, a quietude e era anfíbia! Ajé Xalugá, a irmã caçula de Iemanjá, era igualmente bela, vaidosa, impetuosa, curiosa, orgulhosa, determinada, corajosa, princesa de muito poder. Oduduá, guerreira determinada, rápida, que saia em busca de tudo o que desejava.
Todas as princesas que trazem suas histórias são modelos femininos de beleza, determinação, inteligência, coragem, com potencialidades únicas, que as tornavam poderosas, por realizarem a natureza que lhes competia e caracterizava. Penso que esta fidelidade aos seus talentos e identidade as tornam modelos femininos de referência.
Quem escreve é Kiusam de Oliveira, paulista de Santo André. Tem Doutorado em Educação pela Universidade de São Paulo. É bailarina, contadora de histórias e escritora engajada na valorização da autoimagem negra e da mulher na sociedade. É defensora da vida plena na diversidade. 
As belas ilustrações são autoria de Josias Marinho, desenhista e arte-educador, formado pela Escola de Belas Artes da Universidade Federal de Minas Gerais. Nasceu no Estado de  Rondônia, em uma pequena cidade à margem do Rio Guaporé, chamada Real Forte Príncipe da Beira.





com Kiusam 


















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com Kiusam e Leni Sousa




29 abril 2021

Além do Que se Vê


Além do que se vê? Sim! Esta é a proposta de Sami Ribeiro.
Ele traz seu primeiro livro autoral, com entusiasmo e delicadeza, características muito claras em seu trabalho como ilustrador e designer.
Neste livro, o leitor é convidado a "não olhar com olhos acostumados", como diz Sami. E isto quer dizer que, desde muito cedo somos incentivados a olhar para o que nos cerca através de padrões, com os quais nos acostumamos e sem perceber, vamos perdendo a sensibilidade de enxergar com profundidade e amplidão ou seja, com aquele olhar contemplativo, que busca conhecer com proximidade e liberdade, pronto para assimilar o que perceber e assim alimentar a imaginação e ler o que o olhar alcançar, com a vivacidade de quem olha para ver a multifacetada manifestação de vida. Coisa de poeta! Sim, porque o olhar contemplativo é base fundamental para criação poética, sabia?
Sami escreve o texto e esbanja talento utilizando desenho com lápis de cor,  recorte,  colagem e  intervenção de objetos, onde biscoito se torna roda de caminhão, banana, vira canoa de índio, macarrão, é uma gravata borboleta, alho, não é mais alho, mas peixinhos aos montes, botão super cor de rosa, que agora é o nariz de uma linda porquinha, cor de rosa também, é claro! E assim por diante, a imaginação corre solta a ver formas, treinando o olhar que não se acostuma ao que se diz como é, mas que brinca a buscar o que pode ser, olhando pra vida de uma forma poética e bela.
Sami Ribeiro é Designer e Ilustrador freelancer. Depois de terminar o Magistério e Desenho Industrial, começou  a desenhar em livros e até hoje registra seus traços com sensibilidade e harmonia.
As composições de imagem criadas por Sami foram fotografadas por Elder Junior e o resultado você pode ver aqui no Além do Que Se Vê!





18 março 2021

Coragem Para Seguir Em Frente

Lama Michel Rinpoche nasceu em São Paulo em 1981. Aos cinco anos conheceu seu mestre Lama Gangchen Rinpoche e devido a sua clara conexão com o budismo, recebeu de Lama Gangchen o nome tibetano Jangchub Chopel Lobsang Nyentrag, que significa Mente Ilustre que Difunde o Dharma com Sucesso.
Anos depois, viajou por lugares sagrados no Tibete, Índia, Nepal e Indonésia. Foi reconhecido como detentor de uma linhagem de mestres tibetanos.
Aos 12 anos, por decisão própria, tornou-se monge e passou a viver no Monastério de Sera Me, no sul da Índia, uma universidade monástica dedicada a estudos da Filosofia Budista Tibetana. 
Hoje vive na Itália, assumindo responsabilidades espirituais e administrativas na Lama Gangchen World Peace. Foundation. Seu mestre Lama Gangchen faleceu em 2020.
Desenvolve palestras, ensinamentos e orienta atividades espirituais de inúmeros centros e grupos de estudos budistas no Brasil e Europa, como o Centro de Dharma da Paz e o Vida de Clara Luz em São Paulo.
Seus ensinamentos e sua presença são uma grande contribuição para o desenvolvimento de uma cultura de paz.
Este livro é a transcrição de sua palestra sobre como cultivar a coragem para seguir em frente, realizada em junho de 2006, e a compilação de poemas escritos quando tinha 15 anos. Todo este material é altamente inspirador para o leitor ter clareza e determinação para mobilizar recursos internos diante de situações desafiadoras. 
A coragem é gerada quando reconhecemos o quanto algo é importante para tornar nossa vida significativa.
Por maiores que sejam as interferências externas, ainda não são suficientes para desviar-nos do caminho de aprimoramento interno.
Creio que este livro pode ser um bom incentivo para jovens a seguirem em frente, inspirando-se em um jovem Lama.
Termino com trecho de um dos poemas de Lama Michel, que ilustram bem a essência do livro.

"Procurei e revirei
 todo o mundo de tocar.
 Procurei e revirei 
 todo mundo de pensar.

 E cheguei à conclusão
 que é impossível encontrar
 algo belo como a mente
 que conseguiu se libertar."

No livro uma foto de Lama Michel aos 13 anos



No livro uma foto de Lama Gangchen Rinpoche




04 março 2021

Lina - Aventuras de uma arquiteta -

Este é um livro fantástico! Conta a história de Lina Bo Bardi um dos maiores nomes da arquitetura mundial, que uniu arquitetura, política e cultura popular. Uma idealista que rompia com o tradicionalismo, transpondo barreiras entre o erudito e o popular. Dizia: "Vejo a cultura como convívio, comer, sentar, falar, andar, ficar sentado tomando um pouquinho de sol. Arquitetura não é somente uma utopia, mas é um meio para alcançar certos resultados coletivos." Lina tinha uma abordagem poética no seu fazer e ao se referir ao Brasil declarava sua total integração. Ela nasceu em 1914 em Roma, mas foi no Brasil que fez acontecer sua obra arquitetônica. Declarava: "Existem belas almas e almas menos belas. Em geral as primeiras realizam pouco, as outras realizam mais. Existem sociedades abertas e sociedades fechadas. A América é uma sociedade aberta, com prados floridos e o vento que limpa e ajuda. Assim numa cidade entulhada e ofendida, pode de repente surgir uma lasca de luz no sopro do vento." 

Ángela León, que escreveu e ilustrou, a bela história de Achillina Bo, que se tornaria Lina Bo Bardi, de forma bela e detalhada, mostrando o trajeto de uma mulher que não esmorecia diante de obstáculos, mas que insistia em realizar seus ideais através de seu trabalho, com uma flexibilidade e adaptabilidade a servir de referência. Ángela conta aqui o desenvolver da vida de Lina, que realizou projetos muito significativos para a coletividade, como o Masp, Sesc Pompéia, Teatro Oficina, Casa de Vidro, Museu de Arte Moderna da Bahia, o MAM-BA, entre outros. 

Esta é uma obra que recomendo com ênfase. Foi uma grande satisfação encontrá-la numa livraria onde procurava por um autor específico, mas que quando vi este livro não tive dúvida que me encantaria e poderia encantar outras pessoas, pela riqueza que expõe em cada palavra e ilustração.

Ángela León nasceu na Ilha de Maiorca, mas cresceu em Madri e se formou em design industrial. Realiza projetos artísticos no espaço público em diversos países. Escreve e ilustra livros direcionados para a cidade e a infância no Brasil e na Itália.

Se quiser mais detalhes sobre Lina Bo Bardi procure no Youtube dois vídeos muito bem elaborados sobre a obra dela.
 - Primeiro Tempo/ Sesc Pompéia 30 anos
 - Arquiteturas: Sesc Pompéia
Há também um livro de autoria de Lina, intitulado "Obra construída".














21 janeiro 2021

Oficina Mágica do Tio Árvore - livro de colorir

Alex Barbosa é Tio Árvore. Ele faz baleias esculpidas, autômatos, miniaturas, brinquedos, obras de arte em geral, tudo em madeira. E como se não bastasse , é também luthier.
Dani Zanelato é bióloga mas encontrou nas artes seu caminho. Trabalha com cerâmica, tecidos, lãs, linhas, tintas, encadernação artesanal e ilustração de livros.
Este é o segundo livro de colorir que Dani ilustra. O primeiro eu já trouxe pro Livros Vivos, é O Mundo Mágico de SemFim, que está na postagem do dia 14 de dezembro de 2020. Veja lá!
Uma ideia boa que surgiu destas pessoas ímpares é transformar as obras em madeira de Tio Árvore em personagens de histórias muito criativas, para colorir!
Você pode ver nas fotos, que ilustram este post, as cenas e a peça em que Dani se baseou para deixar sua imaginação solta e criar enredos onde tudo pode no mundo da imaginação.
Este livro de colorir é artesanal, de produção independente, o que eu valorizo muito. Acredito que toda autoria independente deve ser valorizada e incentivada, pelo esforço, idealismo e desprendimento que solicita.
Se desejar adquirir um exemplar entre em contato com Alex Barbosa no seu Instagram, @tio_arvore .
E se acessar @semfimdanizanelato, conhecerá mais trabalhos de Dani Zanelato, no seu Instagram.







Tio Árvore com página colorida por ele

Dani Zanelato

14 dezembro 2020

O Mundo Mágico de SemFim

      

Quando expressamos nossos sentimentos podemos dizer, sem errar, que estamos mostrando verdadeiramente o que acontece dentro de nós.
O sentimento pode ser demonstrado de várias formas: através de um poema, som, movimento corporal, e também pela forma e cor!
No O Mundo Mágico de SemFim o sentir é expresso pela cor. Sim, pela cor, porque este é um livro artesanal de colorir!
Os desenhos trazem cenas de crianças e animais em brincadeiras, em cenários mágicos e oníricos. Sendo assim, não existe atmosfera melhor para expressar, através das cores, os sentimentos em relação ao que se mostra nas imagens! 
A infinidade de possibilidades criativas tanto a nível do colorido, como da imaginação,  se soltam nas cenas que se vê. O leitor pode descrever o que acontece nos desenhos com a liberdade do seu imaginário, trazendo as cores que mais expressam seu sentir. Fantástico, não é?
Esta é a proposta deste livro artesanal, inteiramente realizado por Dani Zanelato, que cresceu no ABC paulista, morou em Cananéia, litoral Sul de São Paulo, por 10 anos, e hoje reside em Santo André. É Bióloga e artista plástica autodidata. Encontrou nas artes, como ela diz, o caminho do seu coração e a reconexão com um talento ancestral.
Este é um livro de colorir e imaginar enredos mil. Recomendo com todo entusiasmo de quem enxerga um trabalho sincero, com proposta de encontro consigo mesmo, pois como já mencionei, o sentimento expressa nossas verdades internas e neste livro se encontra espaço para livre expressão do sentir, estimulado pelas imagens que se mostram.
Quem desejar adquirir um exemplar, poderá fazê-lo entrando em contato com a autora no seu Instagram @semfimdanizanelato





Dani Zanelato

19 julho 2020

Flipbook

Várias historinhas podem ser contadas, assim, com estes flipbooks, que contém figuras, que no correr das folhas em velocidade surge uma sequência a contar a história.
Cada livreto traz um conteúdo diferente e divertido. Duvido que alguém não goste deste material. É muito prazeroso tanto para as crianças como para os adultos. Além do que, muita imaginação pode surgir destas figuras, uma mais charmosa que outra.
O Flipbook foi criado em 1868. Patenteado por John Barnes Linnet. Foi a primeira forma de animação, dando origem aos brinquedos ópticos.
Edição Sesc.


08 julho 2020

Histórias dos Dervixes

Este livro contém cerca de oitenta e dois contos-ensinamentos de mestres e escolas sufis, dos últimos mil anos. Origina-se  de textos clássicos persas, árabes, turcos, e de coletâneas tradicionais de contos instrutivos e fontes orais de ensinamentos sufi.
Será preciso se habituar ao estilo narrativo para poder assimilar com boa compreensão. Mas sem dúvida posso afirmar que ninguém sairá de um conto sem bons elementos para reflexão filosófica.  Algumas narrativas são mais simples de compreender que outras, mas valerá cada palavra assimilada para estender o olhar sobre a vida e nossa natureza humana.
Livro de conteúdo rico para uma boa biblioteca, mas já aviso, será mais provável encontrá-lo num Sebo.
Os contos foram selecionados por Idries Shah e traduzidos para o português por Francisco Manuel da Rocha Filho.

*Ouça um dos contos do livro que narro, clique no link
https://soundcloud.com/ala-voloshyn/como-cacar-macacos-mp3?ref=clipboard

19 abril 2020

Rápido como um Gafanhoto

Qual é o garoto ou garota que não se sentiu tão rápido como um gafanhoto? Ou lento como um caracol? Pequeno como uma formiga?
Inúmeras são as formas de ser ou estar de uma pessoa! Pode estar alegre e depois triste, em outros momentos forte e depois frágil! Somos uma imensidão de sentimentos tão vivos dentro de nós, que a contradição aqui não cabe. E tem alguém mais espontâneo que uma criança para mostrar o múltiplo universo psicológico do ser humano? Eu não conheço!
Este é um livro encantador que trata da relação que uma criança pode estabelecer entre como se vê e se sente com os bichos. Aparece coelho, leão, macaco, touro, baleia, gato e tantos outros. O imaginário infantil fica solto e leve em cada cena que vemos.
Para brincar com as crianças fazendo a mesma relação para que elas mostrem como se sentem, pode ser muito divertido e rico. Se quiserem olhar pagina à pagina e conversar a respeito, será ótimo. Aqui a imaginação não tem fonteiras com um conteúdo simples e muito expressivo!
Quem escreve é Audrey Wood e a ilustração fica por conta de Don Wood. Gosto muito do trabalho deles, pois conseguem reunir um texto poético e imagens muito bonitas. Há delicadeza e beleza, elementos fundamentais para alegrar a alma.


06 fevereiro 2020

O Pintor, a Cidade e o Mar

Se deseja mergulhar no imaginário, sem questioná-lo com racionalidade, está aqui um bom motivo para se envolver com O Pintor, a Cidade e o Mar!
Monika Feth conta-nos uma história de um pintor que depois de ter pintado tudo, mas tudo mesmo, da cidade onde morava, quis realizar um sonho que pacificava sua alma, viver perto do mar!
Este homem fez de tudo para realizar seu sonho, inclusive vender o pouco que tinha para poder morar à beira-mar. Quando consegue se mudar, vive intensamente o que escolheu, pintando tudo o que o lugar oferecia.
Tudo se passa de maneira mágica e bela e o que a autora ressalta é a importância de dar prioridade àquilo que o coração pede para ser vivido, pela sua importância para quem sonha e o constrói neste mundo quaternário ou da matéria.
A narrativa termina de maneira surpreendente  e encantadora, sugerindo que sempre estamos onde nossa alma está!
O texto é encantado pela pintura de Antoni Boratynski.
Livro mais que recomendado!


                                

25 agosto 2019

Maricota Ri e Chora

Maricota ri e chora!
"Ela ri de roupa larga,
De pirulito maior que a boca,
De pente de dente quebrado,
De gente que chora à toa.
E chora
Porque ela só chora com razão.
Pode ser que alguém não entenda seu choro,
Mas seu choro vem do coração.
E esquece"
Mariza Lima Gonçalvez, escreve em versos a história de Maricota, uma menina que vive os contrastes da vida, onde tudo pode fazer rir e chorar. De um estado ao outro ela transita, com delicadeza e beleza de quem tem o olhar guiado pelo coração, que mantém seu compasso na sinceridade do sentir.
Mariza descreve, vivências presentes na vida de todos nós, com  sensibilidade e doçura, sem complicar.
Tudo fica ainda mais bonito com ilustração de Andréia Resende, que descreve a técnica que utilizou. Explica ela que são composições digitais com base artesanal. Utilizou retalhos de tecido e os editou em Photoshop. A personagem foi a princípio desenhada em papel e posteriormente redesenhada no Illustrator. As cores representam o comportamento e sentimentos da Maricota, por isso a cor de sua pele e cabelo variam, obedecendo o critério escolhido.
Um belo livro, defino eu!



03 julho 2019

Imagine Como É

Imagine um livro repleto de poemas, em que podemos nos identificar do primeiro ao último, pois tratam de temas humanos de uma maneira tão sincera que é impossível não perceber a vida de toda pessoa exposta em cada página. Rubê Limeira, nos estimula reflexões que englobam sentimentos, dúvidas, arrependimentos, questionamentos sobre o sentido da vida, meio ambiente, questões sociais, enfim, ele escreve sobre o complexo da vida de maneira filosófica, numa linguagem simples e clara. 
A leitura é envolvente e nos faz mergulhar em nossa própria vida. Ideias que podem se transformar em ricas rodas de conversa, especialmente para adolescentes atentos e questionadores. Embora o conteúdo possa transitar por todas as idades, desde que o pensar e sentir estejam atuantes.
Rubenildo Limeira de Souza, conhecido no meio artistico como Rubê Limeira , nasceu em Cajazeiras, na Paraíba, em 1982. Reside na cidade de São Paulo desde 2015. É educador social, coordenador do MOVA, Movimento de Alfabetização de Jovens e Adultos, pela UNAS (União de Núcleos, Associações dos Moradores de Heliópolis e Região), radialista na Rádio Comunitária Heliópolis FM, 87.5, onde apresenta o programa Bairro Educador, de segunda à sexta, das 12hs às 14hs. Também atua como ator, humorista, poeta e letrista.
Esta obra é realização da Editora Gráfica Heliópolis, um projeto social com objetivo de viabilizar publicações de escritores da comunidade de Heliópolis e região. A editora tem apoio do Rumos Itaú Cultural 2017-2018, CEU Heliópolis e Ecoquality.
Quem desejar o livro pode entrar em contato com o autor no Instagram ou no Facebook, procurando por Rubê Limeira.

*No link pode ouvir um dos poemas do livro narrado por mim:
https://soundcloud.com/ala-voloshyn/poemagirosdavida-alavoloshyn


Eu e Rubê Limeira

Meu livro com dedicatória



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